segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Entrevista com a banda carioca Taurus


A Taurus fez parte de uma época de ouro do metal nacional. Aí deu uma parada nos anos 1990, após o lançamento do terceiro disco, e voltou em 2007 com um som totalmente voltado ao que fazia na década de 1980. Como foi voltar aos palcos, e fazer esse resgate?
Cláudio
Bezz: Foi bem natural. P nós, nunca paramos..apenas demos uma pausa. Sempre mantivemos nossa amizade intacta e isso foi fundamental quando resolvemos voltar a tocar. Depois, a consequencia era óbvia...shows, disco novo, e tudo que uma banda tem direito..

Ao ouvir o disco novo, Fissura, é impossível não notar forte inspiração da época do Signo de Taurus, porém não há como negar que o som está altamente atual. Vocês tiveram dificuldades em encontrar esse equilíbrio?
Cláudio Bezz
: Sinceramente, não! Foi super natural. Resolvemos nos trancar em um teatro por 3 dias, montamos nossa parafernália lá e compusemos todo o disco. Fizemos uma pré no próprio local e depois foi só trabalhar e lapidar as músicas. Foi tudo muito natural. Acho que podemos compor um disco a cada semana, se nos propusermos a isso. Tudo flui com muita naturalidade. Uma química que não tem explicação. O que deu um toque todo especial talvez tenha sido a formação do Taurus que mais marcou a banda, com o Otávio nos vocais. Isso deve ter levado a uma comparação, ou talvez uma lembrança do Signo de Taurus, nosso primeiro álbum.

Esse novo disco marca também a volta do Otávio, e ao mesmo tempo a saída do Jean. Como se deu essa mudança, e como está sendo a adaptação do Jeziel no baixo, e como é voltar a tocar com o vocalista original após tantos anos?
Cláudio Bezz
: Jeziel é um grande músico, e resolvemos juntos que ele assumiria o baixo, já que não queríamos ninguém novo na banda, pelo menos por agora. Não esqueçamos que quando voltamos em 2007, o jean não pode voltar a tocar, e o Beto de Gásperis assumiu o baixo, e foi uma passagem pela banda com muita competência e energia que nos deu uma gás tremendo. O Otávio estava cheio de vontade de voltar a tocar tb e foi uma explosão total quando fizemos o primeiro show com ele. Á partir daí ele voltou a ser uma peça fundamental no Taurus.

Li em uma entrevista, que a Taurus nunca decretou oficialmente que encerrou as atividades. Vocês sentiam a cobrança dos fãs para que a banda voltasse? E por que demorou tantos anos para que tomassem a decisão de voltar aos palcos? E como foi voltar logo como abertura do Show do Testament?
Cláudio Bezz
: Não sentimos uma cobrança, mas sentimos muita vontade de poder mostrar aos que ainda não nos conheciam o que poderíamos fazer ao vivo. Todos comentavam muito o Signo de Taurus, algumas bandas regravando músicas desse disco. Sentimos muita vontade de tocar juntos novamente. Não havia nada programado, como uma volta, ou coisa parecida. Isso culminou com uma apresentação pequena em um teatro (o mesmo que compusemos o disco novo) só p convidados. A notícia de que voltaríamos a tocar vazou e recebemos um convite p abrir o show do Testament, o que p nós foi um sonho e que concretizou de vez a nossa volta.

Sei que o Cláudio é guitarrista da banda de apoio do Fagner, o Otávio é professor de educação física, e os outros integrantes exercem outras funções fora da banda. Como fazem para conciliar o tempo? Vocês pensam em dedicar 100% do tempo às atividades da Taurus?
Cláudio Bezz
: Acho difícil. Hoje em dia não há ainda uma estrutura que proporcione as bandas de metal brasileiras a sobreviver somente com shows e discos. Tudo depende da demanda que tivermos. Se acontecer uma grande procura, quem sabe? No meu caso, acompanho alguns artistas em shows e gravo bastante em estúdio, além de lecionar em conservatório e escolas de música.

Voltando o disco, Fissura, como está a divulgação dele no exterior? O fato de ele ter sido lançado de forma independente tem dado mais controle à divulgação e distribuição?
Cláudio Bezz
: Pelo fato de termos total controle sobre os fonogramas do Fissura e sermos literalmente donos do nosso trabalho, temos liberdade p licenciar o cd em qualquer parte do mundo. Acabamos de lançar o Fissura na Europa, atraves do selo Português Metal Soldiers Records e estamos concretizando o lançamento no México e Filipinas. Isso mostra a força do metal brasileiro, cantado em Português, pelo mundo. Hoje não cabe mais a barreira da língua em outros países, mas o que interessa é a qualidade e o profissionalismo do que está envolvido.

E como estão os convites para shows? Alguma turnê em vista?
Cláudio Bezz
: Shows só em 2011. Resolvemos assim por uma série de questões pessoais. Temos convites p shows em todo Brasil. Com certeza iremos até Brasilia novamente e todo centro-oeste. Por enquanto estamos divulgando ao máximo o nosso novo cd Fissura, e queremos que mais e mais pessoas possam escutá-lo e que possam avaliar o nosso disco.

Eu trabalho em uma loja de rock, e volta e meia vai alguém e procura pelo Cd Signo de Taurus. Há previsão de relançá-lo?
Cláudio Bezz
: Sim, Em Outubro 2010 o cd “Signo de Taurus 20 years anniversary edition” estará no estoque aguardando p sair....espero que bem rápido, pois temos recebido muitos e-maisl de fãs querendo saber quando ele seria reprensado.

Pessoal, muito obrigado pela atenção dada ao Acid Farted. É um honra poder entrevistar uma banda da qual sou fã há quase 20 anos. Para encerrar digam como a galera faz para conseguir o disco Fissura, e mandem um recado para aqueles que acompanham e curtem o som da Taurus.
Cláudio Bezz
: Agradeço a vc Fábio, pelo apoio e saiba que temos o maior respeito pelo trabalho que vc faz divulgando e fazendo o link entre a galera e as bandas. Digo a vc que a coisa mais importante é essa engrenagem que faz com que tantos possam absorver informação relevante, e através do seu fanzine, que nós temos a honra de fazer parte, sinto que estamos ajudando (ou continuando a ajudar) a manter o metal forte e quem sabe um dia tenhamos bandas vivendo disso. Sonhos são p ser realizados....

Visitem-nos em www.taurusofficial.com e se desejarem, podem adquirir o cd Fissura através do e-mail vendas@taurusofficial.com ou nas lojas especializadas em todo o Brasil.

Paz

Baixe o PDF com a versão completa da 11ª edição do Acid Ferted Zine:
http://www.mediafire.com/?d8053f6t8np9vtn

sábado, 18 de abril de 2009

Definido as atrações do sétimo HeadBangers Attack


O festival underground HeadBangers Attack chega a sua sétima edição de forma diferente. Pela primeira vez o show vai contar apenas com bandas do Distrito Federal e de Goiás. O evento que em sua edição de 2008 trouxe pela segunda vez a Brasília a banda carioca Taurus, resolveu fazer algo fora dos seus padrões em 2009, ao escalar apenas grupos promissores do DF e Entorno. A atração principal desse ano será a Brasiliense Dynahead, que na ocasião lançará seu primeiro CD. O show contará ainda com as bandas brasilienses: Mortaes, que recentemente chegou de sua primeira turnê pelo Nordeste brasileiro, Isolate e black Skull, além das goianas: Massacre Bestial e Necroze. O HeadBangers Attack 2009 que mais uma vez terá como palco o Círculo Operário do Cruzeiro (atrás do viaduto Ayrton Senna) acontece no dia 16 de maio a partir das 16h.

Conheça o som das bandas que participarão do HeadBangers Attack 2009.

www.myspace.com/headbangersattack

http://vids.myspace.com/index.cfm?fuseaction=vids.individual&videoid=55674071

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Show do Motorhead em Goiânia é cancelado




O show da banda inglesa Motorhead que aconteceria em Goiânia no dia 15 de abril foi cancelado. A produção do evento ainda não se pronunciou a respeitou. O site feito exclusivamente para divulgar informações sobre o show ainda não foi atualizado. Reinaldo Freitas proprietário da Berlin Discos, ponto de venda dos ingressos antecipados, disse que soube do cancelamento através de terceiros, e que informações sobre o cancelamento ainda estão desencontradas. A loja já está devolvendo o dinheiro dos ingressos que foram comprados lá.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Banda Seconds Of Noise lança primeiro CD


Dia 1º de novembro acontece o show de lançamento do 1º CD da banda Seconds Of Noise. O evento será realizado no Blackout Bar (904 Sul), e contará com as seguinte bandas convidadas: Violator; Death Slam; Pulverizing; Cabrunco e Obscure Death. Intitulado Hell is Here, o Cd traz 13 faixas gravadas no ano de 2005, e mixadas no ano seguinte. Entre as músicas está uma versão para o clássico experimental Stage, do banda inglesa Benediction, grupo de Death Metal que é exponte do estilo desde o final dos anos 1990. A Seconds Of Noise aproveitará a ocasião para comemorar seu décimo quinto ano de existência.


Serviço:

Dia 1º de novembro à 19h00 no Blackout Bar (904 Sul)

Seconds Of Noise (Lançando do Cd Hell Is Here e comemorando 15 anos de atividade)
Violator
Death Slam
Pulverizing
Cabrunco
Obscure Death


Conheça um pouco o som da banda:

http://www.youtube.com/watch?v=Ai5OOAeLRN0

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Entrevista com a banda mineira Corpse Grinder, publicada na edição Nº 10



A banda mineira Corpse Grinder sempre foi sinônimo de fidelidade e amor ao underground, e seu terceiro álbum com o sugestivo nome Hail to Death Metal Legion veio massificar ainda mais essa afirmação. Batemos um papo com o vocalista e guitarrista Junior, que nos contou um pouco da trajetória desses guerreiros do Death Metal ao longo desses 20 anos.


A.F: Gostaria que você iniciasse nossa conversa falando um pouco sobre o novo álbum, Hail to Death Metal Legion.
Junior: Este álbum foi gravado em Março e lançado em Julho de 2007. É um disco composto somente de músicas inéditas e marca a estréia do novo guitarrista solo Hélio Bonegrinder e ao meu modo de ver, este álbum felizmente não traz nada de novo, é o nosso mesmo Death Metal tradicional de sempre, porem um pouco mais veloz e um pouco mais técnico. Eu achei que ficou bem a cara da banda, com uma gravação com guitarras sujas, pesadas e ao mesmo tempo definidas e acredito que quem gostar realmente de Death Metal e adquirir este nosso novo trabalho, ficará satisfeito.

A.F: e como anda a aceitação do disco junto à crítica e ao público especializado?
Junior: Até agora as críticas em zines e webzines tem sido muito boas, espero que continuem assim em outras publicações que ainda não comentaram sobre nosso novo trabalho. Nos shows, os headbangers presentes também têm respondido com muita agitação quando tocamos as músicas novas, parece que eles já conhecem à muito tempo as músicas do novo álbum. A aceitação tem sido excelente, tanto nos comentários na mídia especializada, quanto pelas pessoas que nos apoiaram adquirindo o Hail to Death Metal Legion.

A.F: Poderia falar um pouco sobre o DVD que estão preparando. Como ele é meio que comemorativo aos 20 anos da banda vocês pretendem incluir imagens de shows antigos?
Junior: Sim, iremos incluir algumas imagens de shows antigos, mas serão poucas, porque apesar de termos vários shows antigos gravados em VHS, são poucos que podemos aproveitar alguma coisa, devido a maioria dos shows gravados apresentarem problemas de áudio ou de imagem, é cada um mais tosco que o outro, então teremos que dar uma peneirada, para pegarmos somente os que estão melhores.
Quanto ao show principal do DVD, a filmagem será de um show que fizemos em Campinas-Sp em Novembro de 2007 no Hammer Rock Bar, a gravação do show foi feita pela equipe do estúdio Da Tribo e a produção também será feita no Da tribo pelo Ciero & Cia.
Ainda estamos estudando o que mais iremos colocar neste DVD, tipo fotos, clips, etc.
Este DVD será duplo, sairá junto com um CD que gravamos recentemente em Dezembro de 2007, que contará somente com músicas antigas, uma de cada demo e uma de cada álbum que lançamos mais dois covers em um total de 12 músicas.
A nossa idéia inicial era lançar somente este cd simples com músicas antigas, mas surgiu a oportunidade de gravarmos este show em DVD, que bateu justamente com a data que estávamos completando 20 anos de banda e, além disso, ainda tivemos muito apoio do Rolldão para trabalharmos neste próximo lançamento, que estamos batalhando no momento para que ele se concretize logo.

A.F: Esse já é o terceiro lançamento, se contarmos com o cd-r Underground Celebration live 2003, pelo selo Kill Again records. Essa amizade que vocês têm com o proprietário do selo, Antônio Rolldão, facilita nos negócios?
Junior: O Rolldão é um grande amigo nosso, desde que lançamos nossa primeira demo oficial. Já naquela época ele nos apoiava no zine Metal Blood, no Kill Again, no programa de rádio especializado em Metal, então a nossa amizade já vem de muitos anos e se eu disser que a amizade com ele não influência em nada, estaria mentindo, porque ele é um cara com muita vivência no underground, que está em constante atividade no Metal Nacional e sabe muito bem quais as bandas ele apoia, porque melhor que ninguem ele sabe quem é quem no Underground Nacional e para nós é uma honra estar na luta ao lado dele.

A.F: Falando em amizades, vocês têm uma relação muito bacana com várias bandas daquí do DF, até onde isso contribui para que haja um intercambio entre as partes?
Junior: Com certeza, além do Rolldão também temos muita amizade com o Pessoal daí do DF, como o Grande Felipe C.D.C. e suas bandas, O Terror Revolucionário e o Death Slam, o Paulo, o Nildo e Embalmed Souls, os Thrashmaníacos do Violator, o Ricardo, o Renato, a galera headbanger do "P" Sul, Zé e Filial do Rock, Galera do Winds of Creation, Flashover, Bizarre Kings, Pulverizing, Eterno, Valhalla e Galera do Bar Metal Revolution, este bar era fudido! Esta grande amizade que temos com o pessoal do DF, com certeza contribui muito para um intercambio entre as partes, pois já tocamos quatros vezes aí no DF graças ao bom relacionamento que temos com o pessoal daí. Das bandas daí, o Terror Revolucionário, o Death Slam e o Violator já tocaram aquí por nossos lados e sempre quando estamos juntos em um show, aquí em Minas ou aí no DF, é sempre uma verdadeira celebração underground!!!

A.F: E em relação a shows em outros estados, como está a agenda da banda, hà planos para uma turnê de divulgação do Hail to Death Metal Legion pelo Brasil?
Junior: No momento estamos fazendo shows somente aqui em nossa região, mas em abril iremos tocar em Cuiabá - Mt, também estamos com contatos para tocar no interior de São Paulo, mais ainda não tem nada confirmado. Quanto à turnê também não temos nada planejado, porque para nós uma turnê tem que ser muito bem planejada, por causa do nosso trabalho e devido a isto nós já pensamos em fazer uma turnê mais curta, que seria bom para a divulgação do novo álbum e também para dar um desestressada.

A.F: E pelo exterior, como estão os contatos, algum convite para tocarem em outros países, ou até mesmo licenciarem o disco lá fora?
Junior: No exterior, os contatos estão por conta da Kill Again Rec. e o nosso novo álbum tem chegado a vários países através de trocas feitas pelo selo.Eu já tive contatos em vários países europeus e sul americanos, mas no momento estou parado, porque o meu tempo está meio curto para negociar trocas e ficar indo direto nos correios colocar correspondências e materiais de troca. Na verdade eu gosto muito de fazer isto, mas é o trampo do dia a dia que não dá tempo.

A.F: O título do novo álbum revela a paixão do Corpse Grinder pelo Death Metal, estilo que defende há 20 anos. O que vocês acham dessa nova leva de bandas que hora querem soar extremas, hora querem ser melódicas? O que vocês destacariam na atual cena underground, e o que acham que melhorou/piorou nessas duas décadas?
Junior: Em minha opinião essas bandas que não sabem o que querem e ficam atirando para tudo quanto é lado, para verem se acertam alguma coisa, em termos de melhores oportunidades no underground pegando carona cada hora em um estilo, são todas um bando de modistas,definitivamente bandas assim não acrescentam nada ao verdadeiro metal. Na cena atual as bandas que estão surgindo, já aparecem bem mais técnicas e profissionais que as dos anos 80, devido às facilidades de se adquirir equipamentos de ponta, de se ter acesso a informações através da internet. Atualmente tudo é mais fácil, por isso que as bandas surgem por atacado e mesmo assim com toda essa moleza que é formar uma banda hoje em dia, não se aproveita muita coisa do que tem surgido. Mas com certeza tem aquelas que estão se destacando por méritos próprios, independente das facilidades do mundo moderno e eu citaria o Violator, Devil on Earth, Infector,Winds of Creation, Sodomizer, Impetuous Rage, Insantification e ainda tem muitos outros, que não me vem a memória neste momento. Eu acho que para quem é fanático por ouvir e tocar metal, hoje em dia as coisas são muito mais fáceis, tanto para se conseguir materiais de bandas extremas de tudo quanto é lugar do mundo, quanto para se conseguir bons equipamentos e instrumentos, só que essa facilidade tornou o metal acessível para qualquer acéfalo que quer tocar ou comprar cds de metal, ou então nem isto, vão e baixam da internet e já saem dizendo que tem a coleção completa de uma banda, como por exemplo o Morbid Angel, que antigamente quem tinha material desta banda, é por que era realmente aprofundado no metal e hoje qualquer um baixa da internet a discografia inteira na maior moleza e já se acha um headbanger radical. Têm muitos que se dizem bangers hoje em dia e não tem nem um disco original em casa, é tudo baixado de internet ou é cd-r. O pessoal de hoje não valoriza mais o metal como antigamente, porque tudo que é fácil demais não tem valor, é o mesmo que acontece com as pessoas que gostam das músicas comerciais, que invadem as suas casas através da televisão e com a mesma facilidade que elas começam a gostar de uma música logo enjoam. Tudo que é fácil demais se torna descartável. Eu não estou dizendo que toda a galera mais nova que curte metal é assim, mas que infelizmente uma grande maioria se encaixa no que eu disse. Eu sempre digo, que se formos considerar somente os verdadeiros, o underground é bem menor do que imaginamos.

A.F: Amigos, foi um enorme prazer ter o Corpse Grinder nas páginas do Acid Farted, desejo à vocês toda a sorte nessa longa jornada que seguem. Pode encerrar com o que se fizer necessário!
Junior: Muito Obrigado pela oportunidade desta entrevista! Para nós é uma honra estar novamente nas páginas de um zine do Distrito Federal, lugar onde temos grandes amigos e sempre quando estivemos por aí, fomos muito bem recebidos com muita cachaçada e metal!!! Mande um abraço a toda a galera extrema daí do DF!!! Valeu!

Contatos: Rua Santos Silva – 338* Machado – MG* CEP: 37750-000

Entrevista com a banda mineira Sextrash, publicada na edição Nº 09


Formada em 1987 pelo ex-baterista do Sarcófago, o Sextrash fez parte da época de ouro do metal mineiro, e foi um nome bastante representativo no underground nacional. Lançaram um compacto de 7” intitulado XXX pelo selo francês Magot Recs., e dois LPs (sexual Carnage em 1990 e Funeral Serenades em 1992) pelo selo Cogumelo. Em 1997, com o falecimento do vocalista Oswaldo, a banda encerra suas atividades, retornando em 2003 com dois integrantes da última formação, o guitarrista Mark e o baixista Krugger. Batemos um papo com Mark, que nos contou sobre a volta da banda, o novo disco e a perda do amigo Oswaldo.




A.F: - Como foi essa volta do SEXTRASH, vocês já tinham a idéia de voltar ainda com o Oswaldo nos vocais?
Marck - na verdade, a banda não acabou na época do Oswaldo, só que estávamos numa época complicada para todos....trabalho, estudo, etc....depois que o Oswaldo morreu, a banda acabou....eu estava morando no Rio, mas sempre com a vontade de voltar, conversava com o kruegger sempre sobre isso....mas o mesmo problema de tempo atrapalhava....até que o kruegger tomou a iniciativa e juntou com nossos amigos das antigas (quake e doom), e coincidiu com minha volta a BH....daí foi só entrar no estúdio para compor e ensaiar....

A.F: e o disco novo RAPE FROM HELL, como está sendo sua aceitação?
Marck - cara, pelo que conversamos com o João(dono da cogumelo), vemos na nossa comunidade do orkut, conversando com amigos e fãs e as criticas em revistas e zines acho q a receptividade está sendo bem legal....o pessoal está gostando e nós também gostamos do resultado....já estamos compondo material novo....e posso garantir q vai ser bem mais matador....

A.F: O disco novo lembrou-me o primeiro play SEXUAL CARNAGE, e antes da banda acabar, vocês estavam fazendo um som mais técnico, foi proposital essa volta Às origens?
Marck - não....foi natural....cada um chegou com varias idéias e riffs e fomos encaixando....e saiu isso.... heheheheh.... bem cru e simples....
A.F: Lembro-me de que vocês iriam tocar aqui no DF na época do segundo play, FUNERAL SERENADE, porém esse show não rolou vocês chegaram a fazer turnê daquele disco?
Marck - sim, tocamos no Rio (2 vezes), Curitiba, São Paulo, São José dos Campos, Santo André, e vários outros lugares....e estamos esperando até hoje por um convite do pessoal aí!!!!....hehehehehe....

A.F: Por que vocês encerram com a banda, já que estavam com um puta de um segundo disco e estavam bem fortes no cenário nacional da época?
Marck - cara, na verdade, no final de 2003 eu saí da banda por motivos de mudança, o batera também saiu....o Oswaldo também mudou para estudar em outra cidade.... e com essa serie de acontecimentos a coisa esfriou um pouco....

A.F: Da formação antiga estão o Mark e Krueger, vocês chegaram a procurar os outros integrantes?
Marck - Não.... o Dudu (DD Crazy) não toca mais, o Rodrigo (guitar do sexual) está morando fora, o Daniel Medici tá no Pentacrostic e o Luciano(batera do funeral) também parou de tocar....

A.F: Falando ainda dos integrantes antigos, como foi a perda do vocalista Oswaldo? E o D.D. Crazy, vocês ainda tem noticias dele?
Marck - cara....o Oswaldo não era apenas um integrante da banda, ele era a alma do SEXTRASH junto com o Kruegger, a perda dele é sentida até hoje....mas temos certeza que ele está por aqui....por ele nós voltamos....o DD é irmão nosso.... amigo de biritas.... heheheheh....

A.F: E os shows, há previsão de uma turnê nacional? E de shows no exterior?
Marck - cara....a cena está fraca, estamos esperando convites para tocar, mas eles são raros e quando vem é praticamente pra gente pagar pra tocar.... o pessoal não quer investir mais nas bandas daqui.... só quando vem gringas....

A.F: O SEXTRASH fez parte da época de ouro do metal mineiro, que revelou importantes bandas como SARCOFAGO, SEPULTURA, CHAKAL, OVERDOSE e muitos outros, e foi um nome muito forte no cenário nacional, como vocês vêem essa nova fase do metal nacional, com varias bandas aparecendo e tocando no exterior...
Marck - na nossa época, gravar disco era para poucos....e dava um puta orgulho você ver seu trabalho todo produzido naquele bolachão.... hehehehehe.... não era como hoje q qualquer um grava um cd e tal....acho que hoje as coisas estão bem mais fáceis e fluindo rápido....antes era inimaginável uma banda pequena ou de médio porte de metal brasileiro tocar no exterior....hoje é bem mais fácil....é só arrumar o esquema certo.... mas, o certo é que a maioria das bandas brasileiras que tocam fora, pagam pra tocar.... o que não me daria orgulho nenhum....prefiro ser convidado....hehehehe....em relação a nova cena do metal nacional....dá uma puta tristeza de ver....cheia de modinha e com uma molecada que nem de longe lembra a nossa época de ouro( final dos anos 80 e começo dos 90), galera toda separada, desunida, cabeça vazia....é foda....na nossa época era só chapação e metal....
A.F: - Grande Mark, foi um prazer imenso ter te entrevistado, o SEXTRASH é uma das minhas bandas favoritas, gostaria que você encerrasse dizendo quais os planos futuros, e deixando seu recado pra galera!
Marck - foi um prazer poder falar pro ACID FARTED, me orgulha o trabalho de vocês, se não fossem vocês, o cenário estaria mais perdido ainda.... orgulha-me saber que temos admiradores que conhecem de metal bom de verdade, isso significa que nosso trabalho é bom....estamos compondo nosso novo trabalho que vai ser mais agressivo que o Rape From Hell, nosso DVD sai ainda esse semestre, esse ano vai ser relançado o Funeral Serenade com bônus e esperamos estar gravando o novo ainda esse ano também....alem do mais esperamos poder tocar por aí em breve....é só convidar.... hehehehe....no mais um puta abraço, muito metal, luxuria e álcool pra TODOS....


Contatos: www.myspace.com/sextrash




domingo, 17 de agosto de 2008

Entrevista com a banda brasiliense SECONDS OF NOISE, publicada na edição Nº 8


A.F: Fala molecada! Beleza? Primeira pergunta meio clichê, dê uma relembrada na história do SECONDS OF NOISE.
Fabio - E ae meu cumpadi,de boas?pra resumir um pouco: O SECONDS foi formado em outubro de 1993, com uma formação bem diferente, o Adelcio tocava batera, o Valterli guitarra, e tinha ainda o Reginaldo (Mangaba) na Segunda guitarra, o Tchesco (meu tio e grande amigo) no vocal e o Mauro no baixo, com a saída do Mauro o Valterli passou pro baixo, o Adelcio pra guitarra e chamaram o Ademir (irmão do Adelcio) pra batera. Depois o Mangaba saiu e em seguida foi a vez do Tchesco, chegararam até a ensaiar com o Wellington (na época do WHO FARTED?) no vocal até q eu entrei em 95 e a formação está estabilizada até hoje. O Mauro tentou voltar no inicio de 2002, só que não deu certo!
Adelcio-Beleza, Tudo tranqüilo. Primeiramente a gente gostaria de agradecer este espaço, que de forma totalmente independente está cada dia mais forte.
Fábio: sempre tentamos fazer um som que unisse o peso do Metal com a fúria do HardCore/Crossover, com o passar do tempo as influencias do metal foram ficando mais fortes, e hoje tocamos um som por nós classificado como DEATH-CORE TOSCO DO INFERNO.

A.F: Vocês já tocaram com grandes nomes do underground nacional. Cite algumas dessas bandas e fale desses shows.
Adelcio-Cara, a gente já conseguiu tocar com o Executer (SP) no headbangers attack, grande presente que o Felipe CDC nos deu, fomos também convidados para tocar em Cuiabá com o Extremunção, que foi um dos melhores shows que já tocamos, sem contar que as biritas foram liberadas pelos caras, meu velho foi cabuloso a parada. Participamos do Duelo de Bandas no Gama, onde tocou o Torture Squad, fizemos também um excelente show com o Monasterium do Piauí, tocamos também com o Krueger do RJ, o Nervochaos e Ação Direta de SP e por aí vai.
Fábio - Tocamos também com algumas bandas locais em ótimos shows, como o Hard core no Calabouço na UNB, ou o show com Os Cabelo Duro no colégio 304 da Samamba, que foi muito foda!!

A.F: Normalmente, as mudanças na sonoridade das bandas se devem à mudanças na formação. No caso do SECONDS, essa mudança se deu de forma natural? Ou vocês disseram vamos "mudar"?
Adélcio- Isso é um pouco complicado porque ficamos uma data sem ensaiar, sem compor, sem fazer porra nenhuma, então quando voltamos a ensaiar pensamos em colocar mais uma guitarra na banda, só que antes de outra guitarra já tínhamos começado a mudar o som da banda, por que nossa influencia sempre foi mais o Death Metal, então naturalmente as novas músicas começaram a soar mais death, e se tivéssemos colocado a segunda guitarra ficaria com jeito que foi por causa disso que o som mudaria, então resolvemos manter a formação atual.
Fábio- Na época que o Mauro voltou agente já tava mudando o som, por isso queríamos colocar outra guitarra, as musicas já tavam bem mais metal, aí resolvemos mudar de vez!

A.F: E os planos para o futuro do SECONDS (Divulgação, lançamentos, site,shows...). Vai ter show de aniversário da banda esse ano?
Adélcio- Depois de seis anos sem gravar material inédito, voltamos ao estúdio M.E e acredite se quiser, conseguimos gravamos 12 musicas em oito horas, (entre elas uma versão para Experimental Stage, da excelente banda inglesa Benediction), que farão parte do nosso primeiro CD intitulado Hell is Here, que infelizmente ainda está sem data prevista para seu lançamento (essa quebradeira é foda). Para dar uma agilizada na divulgação, fizemos uma espécie de um CD-Promo com 6 faixas já mixadas, e sem masterização.
Quanto ao site estamos coletando alguns materiais, como fotos, releases antigos, participações na mídia escrita e assim que tivermos tudo pronto, tentaremos montar o site. Estamos também programando um show de aniversário, mas ta um pouco longe e ainda ta tudo em projeto.

A.F: As letras do SECONDS mostram certa preocupação social (algo não muito visto em bandas de metal!). Vocês acham isso importante? Por quê?
Adelcio- A vida ta cada dia mais difícil, então partimos do principio que se cada um fizer a sua parte já ameniza pelo menos um pouco a dificuldade do dia a dia. Já pensou no caos que seria se ninguém fizesse (P.N.) nada?
Fábio- As letras são muito importantes, e as bandas devem Ter certos cuidados com essa parte, mas em momento algum tentamos ser panfletários, queremos mostrar nosso ponto de vista de uma forma mais ‘‘relex’’.

A.F: Na cabeça de alguns mais radicais, deve haver um separatismo entre HC/punk e metal. O que o SECONDS OF NOISE, uma banda que tocava HC e hoje toca um som mais metal, tem a dizer sobre isso?
Adélcio- Hoje em dia a coisa ta mais tranqüila, antigamente o radicalismo era mais latente e as dificuldades eram maiores, mas com tanta batalha um dia a coisa muda. Metal é metal, sendo HC, Death Metal, Heavy Metal. Acho que esses rótulos nem deveriam existir.

A.F: O SECONDS OF NOISE tem mais de doze anos. De lá pra cá a cena mudou bastante. O que melhorou e o que piorou na visão de vocês?
Fábio- Em relação a dificuldades, a coisa hoje em dia é bem melhor, temos mais estrutura pra gravar, tocar, divulgar, porem, essa mesma facilidade tira um pouco o brilho da coisa, neguinho tem tanta facilidade de conseguir as coisas que não dá o mesmo valor que dava antigamente, tem banda hoje em dia que nem demo grava mais...

A.F: Vocês são conhecidos pela alcunha de serem bem tosco!!! Diga alguma história tosca de ensaio ou show que marcou a banda.
Adélcio: Alcunha??? Que diabo é isso? Cara em 12 anos de estrada tem tanta tosqueira que ficaria horas escrevendo, como por exemplo, uma vez que fomos tocar num programa de TV chamado A Cor da Cidade, até chegamos no horário previsto, mas na mesma data a atriz Araci Balabanian faria apresentação de uma peça em Brasília e resolveram entrevista-la no nosso tempo, então nos jogaram para o dia seguinte, e no dia seguinte o Valterli (bx) não podia ir e nós fomos sem ele. Chegando ao local colocamos o Breja (grande brother) no lugar do Valterli, pois a apresentação seria Playback mesmo (bota fé? O Seconds tocando playback? Que merda), e o Breja ainda deu autografo como Valterli. Muita comédia num dia só. Tem também a doida do Pântano na Pirâmide (com tudo registrado em vídeo), etc.

A.F: Pra finalizar contem uma piada (ou termine a entrevista como todas as outras, mandando um recado para quem lê o zine!!!).
Adélcio: Valeu mesmo pela força, a imprensa alternativa tem bastante força, e um recado pra todo mundo: Galera entrem nos shows, paguem o ingresso, pois os organizadores ralam, gastam pra fazer um show bacana.
Grande abraço e até uma próxima.

Contatos:
secondsdc@hotmail.co WWW.myspace.com/secondsofnoisedf

Por:Denis Costa



Entrevista com a banda brasiliense DECEIVERS, publicada na edição Nº 7


Estava com muita duvida sobre qual banda entrevistaria nesta edição, e acabei optando pelo DECEIVERS, não só por gostar do som, mas pela grande simpatia e amizade que tenho com o vocalista Gregório,.Bem confira um pouco do que meu amigo Cunhã tem a dizer......

A.F: Salve amigo Gregório,para inicio de conversa conte-nos como está o DECEIVERS atualmente,shows ,viagens.......
Gregório: Grande Frajola! Pois é estamos a todo vapor em shows por todo o país. Priorizamos os festivais pois estes dão uma exposição melhor nessa fase de lançamento de nosso novo disco. Já tocamos em SP, GO, MT e até em TO.

A.F: Vocês acabaram de lançar o segundo disco EVERBRETHE,comente um pouco sobre ele!
Gregório: Nasceu há pouco tempo! Esse é grande passo a frente para a banda em termos de produção, creio que chegamos onde podíamos e queríamos nesse. Fizemos até um clipe, que estreou na MTV e em outros programas há pouco tempo, esse está no cd também (multimídia). Gravamos em 400 horas, e masterizamos nos EUA com o mesmo cara que fez Hatebreed, Snapcase, Sepultura, Thrice entre outros.

A.F: O primeiro CD foi lançado independente,depois teve uma Segunda prensagem pelo selo 53 HC (o mesmo que lançou o EVERBRETHE!) que teve uma ótima repercussão por parte do publico e da critica,por que vocês demoraram tanto para lançarem o segundo?
Gregório: Bem, ficamos um tempo resolvendo as saídas de integrantes da banda, que nos atravancaram mesmo! Para se fazer um disco com a produção que queríamos também tivemos que “ralar” bastante com grana, gravando em outro Estado entre outras coisas. A demora foi “mais uma” da realidade das bandas independentes de música pesada no país...Mas estamos felizes com o resultado que conseguimos.

A.F: Como foi a experiência de Ter ido morar nos Estados Unidos?O que não deu certo para que não ficassem por lá?
Gregório: Uma experiência fantástica. Crescemos em todos os sentidos, musical e intelectualmente (vc fica mais maduro em uma Casa dos Artistas da vida real!). Passamos uma dificuldades, batalhamos mas deu certo: divulgamos muito nosso trabalho e ficamos bem perto da Indústria Americana da Música Pesada (IAMP). A coisa por lá funciona mesmo, mas depende de vistos, oportunidades e grana em caixa. Hoje sabemos como é....

A.F: Vocês pretendem tentar a sorte por lá novamente?
Gregório: Sem dúvida, estamos em fase de divulgação por lá. Coletando os contatos que fizemos e mandando material para revistas. Esse trabalho está rolando na Europa e nos EUA. A idéia é voltar na América com uma mini-tour marcada ou algo do gênero.

A.F: Recentemente o guitarrista Nylon deixou a banda,vocês pretendem procurar um substituto ou irão seguir como quarteto?
Gregório: Esse é um assunto delicado...Estamos escolados em pessoas que deixam a banda por seus motivos pessoais, e temos que respeitar suas decisões. Pretendemos e vamos manter a qualidade, custe o que custar, em quarteto ou não.

A.F: Falando em formação,você e o único que esta na banda desde o início, você acha que toda essa mudança de integrantes é responsável pelo som diversificado que o DECEIVERS faz hoje?
Gregório: Creio que os integrantes que passaram pela banda deixaram sua “grande marca” e inspiração para o que fazemos hoje. Mas a banda já tem uma “cara” bem definida, mostrando que ninguém é insubstituível, como já cheguei a pensar no passado.

A.F: Bem amigo Gregório,te agradeço pela atenção dada ao ACID FARTED,pode finalizar deixando o recado que quiser!
Gregório: Fica em nome da banda e aqui registrado nosso agradecimento pela força que vc (Frajola) sempre nos deu! O zine já é marca registrada na cidade e esperamos que esteja com força total, além de muitos planos. Visitem nosso web site para todas as infos: www.deceivers.com.br Um forte abraço para vc que está lendo e apoiando a cena underground!

Entrevista com a banda brasiliense DxFxC publicada na edição Nº 6


Nessa edição batemos um papo com o Túlio, vocalista do DxFxC que nos falou sobre o
disco O Mal que vem para pior, lançado recentemente pelo selo 53 HC, alem de algumas curiosidades sobre banda!

A.F: Primeiramente queria dizer que é um prazer ter o DxFxCx mais uma vez, (já tinha entrevistado o Túlio na 1º edição em 94, lembra?) nas páginas do Acid Farted; e queria que vocês começassem falando sobre o novo disco, O Mal Que Vem Para Pior!
Túlio-
Bem, esse é nosso 6 disco que saiu agora em 2005 (embora tenha sido grava no fim de 2002) pela 53HC Records, gravadora de Belo Horizonte - MG que já lançou também o Calibre 12 e o Questions de SP. O disco tem 21 musicas e está sendo muito bem aceito pela galera em geral, inclusive já está com a sua primeira prensagem esgotada.

A.F: O disco ta maior chique, tem até vídeo clip, como pintou essa idéia?
Tulio-O camarada da gravadora deu essa opção pra gente, pois não haveria nenhum custo a mais então botamos um video-clip que o Miguel fez no PC dele e mais outros 2 vídeos ao vivo (que estão escondidos clicando em alguma figura na faixa multimídia hehehe)

A.F: O som novo ta bem mais pesado, alguns estão chamando o DxFxCx de thrash-core como se deu essa mudança? Foi proposital ou acaso?
Túlio- O som é basicamente o mesmo de sempre, talvez agora tenha esteja mais bem gravado ou as guitarras aparecem um pouco mais, mas é basicamente a mesma coisa de sempre. Se você procurar ouvir, desde o primeiro LP já tínhamos algumas influencias mais crossover e thrash, porem são somente influências na composição do nosso som, continuamos sendo uma banda de HARDCORE até a morte!

A.F: As letras também mudaram muito nos últimos discos, estão abordando temas mais sérios, só que de forma bem sarcástica. Porque resolveram mudar a temática da banda?
Tulio-Não houve mudança de temática. Assim como expliquei a respeito do som, sempre tivemos letras sarcásticas e sérias desde o primeiro LP. É verdade que talvez tivemos ficado mais conhecidos por letras como Molecada 666 ou alguma outra que aparenta ser menos séria porem, como eu disse antes, já no primeiro LP existiam letras como as atuais.

A.F: Acabaram de sair dois EPs splits 7”, um no Peru outro no Japão. Há possibilidade de serem lançados por aqui?
Tulio-Com certeza! Pretendemos lançar os splits e faixas inéditas de coletâneas que não saíram no Brasil em um no Cd no futuro, já temos ate alguns s selos interessados, mas estamos esperando sair mais algumas coisas também. Fechamos agora para que esses dois splits que você mencionou saiam em CD em Portugal, esperamos que dê tudo certo.

A.F: O DxFxCx toca pouco aqui no DF, como andam os shows pelo Brasil a fora? Há convites para tocar no exterior?
Tulio-Temos tocado regularmente, mas não o tanto que gostaríamos. Todos na banda trabalham e é complicado pra fazer viagens mais longas, porém a gente sempre dá um jeito, com esse disco novo pretendemos tocar mais. Sobre o exterior já tivemos muitos convites e já chegamos a armar muita coisa, mas ainda não vingou. Um dia a gente vai!

A.F: Falando em shows há algum tempo atrás vocês fizeram um show comemorando os 12 anos de banda, só que tem uma galera que diz que o DxFxCx foi formado em 1987, qual a real idade do DxFxCx?
Tulio-Meu, o seguinte, eu não sou nem a pessoa mais adequada pra falar sobre essa fase antiga, pois eu não participei e só sei o que me contaram. Tulio-Em 1987 existia uma banda chamada DFCaos e que depois passou a se chamar DFC. Essa banda acabou em 1989 e voltou em 1991 somente com o Phu de integrante dessa fase antiga. Acabou novamente em 1993 e voltou no mesmo ano com a maioria dos membros da formação atual (Túlio, Renzo e Miguel além do Phu e do Ralf). Respeitamos muito todos os ex-membros de todas as fases, pois devemos muito a eles, porém seria um pouco hipocrisia da nossa parte sair por ai tirando onda que nossa banda tem quase 20 anos de idade sendo que metade disso a gente nem fez parte hehehe

A.F: Atualmente o Renzo toca também no Detergente CO e o Túlio no Possuído Pelo Cão, como fazem para conciliar esses “projetos” com a banda?
Tulio-Sem problemas. No underground é muito comum você encontrar gente que toca em duas, três ou até mais bandas e isso é bem legal porque você não fica preso a somente um estilo e é sempre bom conhecer e tocar com gente nova.

A.F: Qual a diferença que vocês vêem entre a cena hardcore dos anos 90, onde pipocavam bandas de todos os cantos e a atual, com esse tal de hardcore melódico ganhando espaço cada vez maior na mídia?
Túlio- Meu, embora a cena antiga fosse mais numerosa eu vejo um comprometimento maior atualmente do que nos anos 90. Você vai aos shows e vê menos gente, é verdade. Porem você sabe que não são modistas e a grande maioria é do underground mesmo. Sobre o hardcore melódico eu acho que cada um tem o direito de fazer o som que bem gosta, eu particularmente não sou muito fã, mas respeito quem faz desde que faça porque gosta e não porque quer assinar com uma gravadora multinacional pra virar pop-star e tocar na novela e no Faustão.

A.F: Agora uma pergunta inevitável, por que o Phu saiu da do DxFxCx, já que ele era o ultimo integrante da formação original?
Tulio-Acho que você deveria perguntar pra ele hehehe .Meu, o Phu é um grande amigo praticamente um irmão, devemos muito a ele, pois foi ele quem batalhou pela banda durante muito tempo. Porem ele resolveu sair talvez porque não estivesse agüentando mais a gente e possivelmente quisesse fazer um som mais trampado como o que ele faz na banda dele hoje em dia. Tu quer o telefone dele pra perguntar (n.d.r-eu ate tenho o celular dele,só que a ligação vai ficar muito cara,o bixo fala muito!)?

A.F:Bem amigos, então é isso .Valeu pela entrevista. Espaço livre para falarem o que quiserem.
Tulio-Obrigado pela oportunidade e pela entrevista. Compareçam nos shows e mantenham o underground vivo. Pau no cu dos políticos e religiosos que assassinam esse país. Visitem nosso site www.dfchaos.tk e escrevam dfchaos@yahoo.com Abraço pra todo mundo!

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